Micro Sistemas 64

Neste número, Drives para MSX, Análise Simuladores de Vôo 737 e F-16, Linguagem de Máquina, Jogo Duelo, Dicas, Notícias, Análise de Livros.

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Editorial

Artigo Original: Graça Santos, Digitação: Wilson Pilon

Ano novo, vida nova! Micro Sistemas entra nesse ano de 1987 em uma nova fase realmente. Ao iniciarmos essa etapa somos um misto de saudosismo e otimismo. Saudosismo porque 86 doi mais um ano e sucesso para MS que contou com o apoio de leitores e colaboradores e o empenho de nossa equipe, vivenciado de perto por mim como subeditora. O otimismo é fruto da certeza de que vamos desenvolver um ótimo trabalho em 87, porque estamos entrando nessa nova fase com muita garra e contando com a renovada colaboração de todos.

Estaremos abertos as críticas e sugestões porque elas servirão para direcionar melhor o nosso trabalho. Vamos estreitar cada vez mais o contato que temos mantido. De nossa parte, continuaremos nos esforçando ao máximo para fazer jus a essa preferência.

Para inaugurar esse ano, Micro Sistemas escolheru um tema que certamente agradará a todos: simulação de vôo. Délio Santos Lima, num trabalho dos mais completos já publicados, analisa quize programas do gênero disponíveis no mercado interno e externo, para as principais linhas de equipamentos pessoais.

O mercado dos drives também está sendo enfocado por MS com uma reportagem que discute principalmente a entrada dos modelos 5 1/4" slim e 3 /12" no mercado.

No próximo número MS reserva uma surpresa para você. Até lá!

Editorial do Editorial

Artigo Original: Wilson Pilon

A partir deste momento, somente artigos técnicos e programas serão colocados no MSX Typer, existe uma quantidade enorme de artigos que não tem relevância para mim, então os estou descartando, como a matéria sobre Software Educativo. É muito difícil achar cópias destes programas para agregar no projeto, então fica de fora. Programas específicos de algumas áreas fora da computação também serão cortados.


E os Drives Chegaram

Artigo Original: Oscar Júlio Burd, Digitação: Wilson Pilon

É com orgulho e satisfação que retorno às páginas de Micro Sistemas para abordar um assunto que é de interesse de todos: o lançamento das primeiras unidades de disco (drive) para os MSX nacionais.

Procurarei transmitir nestas poucas linhas aqueles conhecimentos que julgo mais importantes e que tive a oportunidade de acumular durante os dois anos em que venho trabalhando com os MSX e seus periféricos (inclusive aqueles que somente agora começam a chegar no Brasil, como é o caso das unidades de disco).

Tenho certez que raros são os usuários de MSX que já compraram suas unidades de disco, tendo em vista dois motivos: o elevado preço (Cz$ 10 mil a Cz$ 12 mil) e o fato de tratar-se de um produto novo e que, como toda novidade, gera certa apreensão.

Pois bem, levando em consideração que a grande maioria dos proprietários de MSX ainda não adquiriu sua unidade de disco, optei por uma abordagem de caráter mais genérico neste primeiro artigo. Esse assunto poderá ser abordado em maior profundidade técnica e de dicas, a partir do instante que as unidades estejam mais difundidas, mas, no momento julgo inapropriado tal enfoque; afinal de contas, não adiantaria nada a publicação e truques com relação a esse periférico se os leitores não têm, ainda, a possibilidade de testá-los e utilizá-los de modo prático.

Veremos neste artigo o que muda e o que não muda com o desembarque das unidades de disco nas lojas de nosso país.

MSX Como Micro Profissional

Existem, tanto no Brasil como no exterior, duas categorias básicas de usuários de microcomputadores: a doméstica e a profissional.

Até recentemente, antes da chegada das unidades de disco, a esmagadora maioria de usuários do MSX pertencia a primeira categoria, ou seja, quase todos os MSX estava, e ainda estão, sendo utilizados nos lares. A explicação deste fato é que, até recentemente, os programas eram vendidos em fita cassete ou cartuchos de EPROM, sendo que mais de 90% dos programas disponíveis no mercado são jogos.

Mas porque será que não existem muitos e bons aplicativos voltados para a área comercial e profissional? A resposta é que para a criação de um programa profissional torna-se indispensável a existência das unidades de disco, sem as quais não eixste a possibilidade do uso de linguagem de alto nível como o Pascal e outras?

Outra limitação fundamental é a que diz respeito ao uso de arquivos, pois somente com as unidades de disco temos acesso não apenas a arquivos randômicos, ams também a uma quantidade muito maior de memória.

Em síntese, podemos notar que o lançamento das unidades de disco representa um novo marco na utilização dos MSX nacionais, pois, além do uso doméstico, eles passam a ter o potencial de verdadeiros micros profissionais.

Novos Programas e Aplicativos

Um das maiores críticas que eram feitas ao sistema MSX era a da falta de programas profissionais, os chamados programas sérios. Pois bem, com a chegada dos drives tal crítica passa a não ter mais sentido, tendo-se em vista que inúmeros programas que rodam no sistema operacional CP/M, em outros micros, também funcionam nos MSX.

Hoje existe a possibilidade (real) de utilização dos programas que funcionam no sistema 700 e no CP 500, da Prológica, em um MSX com unidade de disco. Isso significa que você tem à sua disposição todos aqueles programas profissionais dos micros acima que rodam no sistema CP/M.

Em outras palavras, a partir de hoje você pode escolher entre os inúmeros programas profissionais que eixstem para os micros acima, àqueles que desejar ver em seu MSX. Há também notícias de que estão sendo utilizados, com êxito, vários programas em CP/M dos micros da linha Apple no MSX.

Para completar estas novidades, devo informá-los que já estão à disposição dos possuidores da unidade de disco os mais famosos aplicativos que funcionam em CP/M, entre os quais: Calcstar, Wordstar, SuperCalc 2, dBase II.

Mas, além dos novos programas e aplicativos, também existe uma novidade que, sem dúvida, vai entusiasmar as software-houses e os programadores de modo geral: as novas linguagens em disco.

Novas Linguagens em Disco

Como se não fosse suficiente apenas a existência dos inúmeros programas profissionais para os MSX, foram lançadas poderosas linguagens de programação que somente agora estão ao alcance do usuário nacional.

Relaciono a seguir estas linguagens que já estão à venda em algumas lojas especializadas: COBOL; C; PASCAL; FORTH; FORTRAN e LOGO.

Lembrando o que foi dito anteriormente, tenho certeza de que, agora, os leitores conseguem perceber o fundamental papel que a unidade de disco representa no uso profissional de qualquer computador, inclusive dos MSX.

Finalizando, quero transmitir uma última informação que julgo de grande importância para aqueles que desejam utilizar um MSX em seu escritório ou fábrica.

Troca de Dados entre MSX/IBM-PC

Não o título não está errado!

Pode haver troca de dados entre um MSX e um IBM-PC através de um disco flexível. A ideia é a seguinte: imagne que você tenha um arquivo de dados do dBASE II em um disquete de IBM-PC; é possível inserir este disquete na unidade de disco do seu MSX e ler estes dados com o uso do dBASE II em seu micro.

O mesmo exemplo é válido para troca de dados entre planilhas eletrônicas e alguns outros programas. Note-se que essa troca de informações entre o MSX e o IBM-PC só é possível graças a idêntica formatação dos disquetes flexíveis nos dois micors.

Como vemos, o lançamento das unidades de disco traz novas perspectivas de uso dos MSX, tanto para os usuários de pacotes de software como para aqueles que se dedicam à criação de novos programas e aplicativos.

Temos, a partir de agora, uma nova e potente ferramenta; trateos, pois de aproveitá-la. 


Bits

Artigo Original: Micro Sistemas, Digitação: Wilson Pilon

Softs Micromac

A software-house carioca Micromaq está comercializando um Controle Bancário, para a linha MSX, que além de emitir o extrato comum é capaz de fornecer um extrato descomplicado, ou seja, o usuário pode obter a lista somente de cheques, de despesas, apenas os depósitos, etc.. Na versão em fita, é possível fazer mais de 250 lançamentos e, em disco, mais de 2500. O programa foi desenvolvido na própria Micromaq, por Jorge Coelho, e tem preços de Cz$ 200,00 e Cz$ 300,00 dependendo da versão escolhida.

Lançamentos Tropic: para PC, MSX e TKs

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Após ter se lançado como fabricante de periféricos da marca TPX, a Tropic Informática não para de crescer e de colocar novos produtos no mercado.

Nessa área, o carro chefe da empresa, é o mouse, periférico que facilita a comunicação entre o usuário e o micro, que a partir deste mês estará disponível também para a linha IBM-PC. Em novembro, a Tropic em conjunto com a Input Digital lançou mouses para MSX e TK90x/95, inéditos no mercado nacional.

Ainda para o IBM-PC, a emrpesa começa a comercializar este mês o Dsiprograph, programa gráfico em disquete, com resolução de 320x440 pontos na tela, voltado a criação de cartões, posters, papel personalizado, com saída para impressora de 80 colunas.

Também em janeiro a Tropic lança dois drives Slim, 5 1/4", de 360 Kb formatados, para micros MSX e TK 90x/95. O kit contendo drive, interface, disquetes com DOS e manual custa Cz$ 9.900, para MSX e Cz$ 9.000 para os TKs. Ao adquirí-lo o usuário recebe grátis uma planlilha eletrônica recém-lançada pela empresa.

Crescem Vendas da Orionsoft

Criada há cerca de um ano a empresa paulisa Orionsoft decidiu colocar seus programas nas principais lojas especializadas e grandes magazines, ao mesmo tempo em que está lançando no mercado fitas com cinco programas cada  uma, editadas em gravadoras especializadas, ao preço de Cz$ 99,00 a fita, para TK 90x/95, e de Cz$ 105,00, para MSX. A Orionsoft fica na Al.Campinas, 1213, São Paulo, CEP 01404, tel.: (011) 287-5340.

Produtos Cibertron

No próximo mês, a Cibertron vai colocar no mercado o banco de dados MaxiDados, em cartucho para a linha MSX. No momento a empresa já está comercializando os seguintes lançamentos em disquete: Assembler e Disassembler, MSX-Word - para a linha MSX - Controle de Estoque e Game Pack I, II e III - para o TK 2000 e MSX. Todos estes programas custam Cz$ 225,00 em média com exceção do MaxiDados, que ainda não tem preço definido. Maiores informações pela Caixa Postal 17005, CEP 02399, São Paulo.

Avenida Paulista

Está sendo distribuído, com exclusividade, pela Sisout Software, o programa Avenida Paulista, um adventure, para MSX, totalmente desenvolvido no Brasi, que tem como cenário regiões conhecidas da cidade de São Paulo. A missão é salvar a vida de uma importante personalidade paulista - o diretor do Museu de Arte de São Paulo, que teve seu cérebro confiscado por inimigos - e evitar um desfalque no acevo intelectual brasileiro. A Sisout é uma marca da firma RB Consultoria, que fica na Rua Luís Coelho, 308, cj.53, CEP 01309, tel.: (011) 256-1007, São Paulo.

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Drive para MSX, da Microsol

Artigo Original: Micro Sistemas, Digitação: Wilson Pilon

Micro Sistemas analisa aqui o drive DRX-360, a interface CDX-2 e, principalmente, o SOLX-DOS, sistema operacional responsável pelo desempenho destes periféricos, os quais possibilitam ao usuário explorar ao máximo o seu MSX.

Aguardadeo com grande expectativa o SOLX-DOS finalmente chegou, graças a iniciativa pioneira da Microsol. Assim, Micro Sistemas decidiu analisá-lo, utilizando-o em seu CPD juntamente com os equipamentos cedidos pela Gradiente, Sharp e pela própria Microsol.

O drive DRX-360 da Microsol:

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Em termos de hardware e software, o SOLX-DOS constitui-se de uma interface CDX-2, conectada ao micro como um simples cartucho de jogos, capaz de controlar até dois drives; um elegante, discreto e extremamente silencioso drive DRX-360 (5 1/4", face dupla, 40 trilhas e 360 Kb) e um disquete contendo o programa gerencialdor SOLXDOS.SIS e os utilitários CONVSOL.COM e COPIARQ.COM.; um cabo de ligação; e mais um manual, que é bastante sucinto embora careça de um sumário. Acompanha também o sistema o livro MSX: Guia do Usuário (Hoffman, Paul - Mcgraw-Hill, 1986).

Drive DRX-360 e interface CDX-2:

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A respeito dessa medida da Microsol, de fornecer o livro, os maiores elogios, já que ao invés de "reinventar a roda" e produzir mais um manual pobre como tantos que temos por aí, ela preferiu fornecer logo a bíblia do MSX e fez do seu manual apenas um Quick Reference Guide, contendo o estritamente necessário para se utilizar bem a versão nacional do sistema operacional.

A instalação do sistema é facílima e muito bem documentada, tanto no Expert quanto no HotBit. A única possível queixa refere-se aos micros propriamente ditos (principalmente quanto ao Expert) que, a nosso ver poderiam ter um slot apropriado para a interface no painel traseiro, tornando mais elegante e segura a instalação.

Acreditamos também que os drives poderiam ter uma lâmpada indicadora de usa condição de ligado, pois, embora ambos os micros disponham de tomadas comutadas para ligação de periféricos, as mesmas são em pequeno número e de baixa capacidade e o manual exige que os drives sejam ligaods antes do micro, o que leva, se seguido a risca, à utilização de uma tomada independente e ao consequente risco de esquecer o drive ligado após a utilização, situação que é agravada pela chave liga-desliga não ser visível.

Foi notada, por todos os usuários ouvidos, uma preocupação muito grande com o aquecimento demasiado na região posterior do drive, embora nenhum dano ao disquete ou mal-função tenha sido reportado. Este aquecimento pareceu-nos normal, devido a fonte de alimentação ser embutida, mas não custa sugerir ao fabricante o aumente do número e/oou do tamanho das aberturas de refrigeração.

Outra ausência por nós muito sentida foi a de um botão de RESET na interface ou no drive, pois somos totalmente contrários ao processo medieval de desligar e ligar novamente o micro (Expert e Hotbit) para poder reiniciar o sistema.

Quanto a utilização do sistema operacional SOLX-DOS, parece brincadeira de criança, especialmente para os usuários do CP/M. O número de comando e pequeníssimo e sua sintaxe facílima, sendo o sistema bastante inteligente e para administrar, com tranquilidade, todos os erros do usuário, através de mensagens simples e eficientes. De modo geral, os comandos têm um nome em português e outro em inglês, idêntico ao comando corresponente do CP/M.

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Tal como no CP/M, o SOLX-DOS dispõe de comandos internos ou residentes (apague ou erase, basic, copie ou copy, copied, data ou date, liste ou list ou type, modo ou mode, rem ren ou rename, salve ou save e verifica ou verify) e externos ou transientes (convsol e copiarq). A utilização dos comandos está muito bem explicada no manual, mas convém ler com atenção os capítulos referidos do livro, que nos trazem muitas dicas não contidas no manual.

O SOLX-DOS nos parece mais versáril que o CP/M, uma vez que, ocupando menos memória, congrega comandos que no CP/M são desempenhados por programas utilitários. Além disso, ele aceita os comandos tanto em português como em inglês; não requer código de controle ou instrução para avisar a troca de disco; é armazenado como um arquivo, podendo como tal ser copiado, apagado ou transferido; controla um drive como se fossem dois, enviando mensagens ao operador para as trocas oportunas de discos e usa sintaxe dos comandos na ordem direta, ARQ-FONTE ARQ-DESTINO, que é muito mais confortável que a do CP/M.

De um modo geral, os comandos internos fazem exatamente o que os seu snome sindicam, mas destacamos:

  • COPIE ou COPY: Equivalente ao PIP do CP/M, copia arquivos ou o próprio sistema em um mesmo disco ou em discos diferentes, sobre um só drive ou de um para outro. Permite a criação de arquivs diretamente através do teclado, bastando para isto atribuir ao arquivo fonte o nome CON (de console). Com ele é possível criar arquivos de comandos (BATCH), executáveis diretamente;
  • COPIED: Tem por função a cópia completa de disco, formatando, se necessário, o disco destino, sendo normalmente usado para backup do sistema. Contudo, Micro Sistemas tem recebido várias consultas de leitores que não conseguem gerar um disco de sistema de face dupla a partir do disco mestre fornecido, que é de face simples, mesmo tendo previamente formatado o disco destino em face dupla.

A explicação é simples, também bastando atentar para a observação da página 2.18 do manual, que diz que "caso o disco destino não tenha a mesma formatação do disco fonte, o mesmo será formatado de acordo com o fonte". A solução proposta por Micro Sistemas é a seguinte: formartar o disco destino com a opção 2 do comando FORMATE (40 trilhas/dupla face), colocar o disco fonte, dar o comando COPY SOLXDOS.SIS B:, obedecer as ordens do micro e ... pronto!

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Acompanham ainda o SOLX-DOS dois poderosos utilitários (ou comandos externos): o CONVSOL, para cópias e transferências de arquivos de discos do Sistema 700 ou qualquer outro CP/M de padrão similar, inclusive IBM, e o COPIARQ, equivalente muito mais versátil e poderoso do COPIE/PIP, permitindo até concatenar arquivos texto com opções de paginação, cabeçalho e rodapé.

Está de parabéns, portanto, a comunidade de usuários de MSX no Brasil. Micro Sistemas espera, de braços abertos, pelos frutos da utilização dos equipamentos da Gradiente e Sharp com este novo sistema da Microsol.

  • Nome: Drive DRX-360 e Controlador CDX-2
  • Fabricante: Microsol Tecnologia Ltda.
  • Endereço: Rua Almirante Rufino, 779 - Vila União, Fortaleza, Ceará
  • Telefone: (085) 227-5878
  • Preço: Cz$ 2.200,00 (CDX-2) e Cz$ 8.800,00 (DRX-360)

Simuladores de Vôo

Artigo Original: Délio Santos Lima, Digitação: Wilson Pilon

A simulação em computadores e micros é um assunto tão vasto quanto o próprio mundo real que ela se propõe a retratar, que abordamos o tema em artigo a parte. Aqui nos limitamos a analisar os principais simuladores de vôo disponíveis no mercado externo e interno.

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Para facilitar o entendimento desta análise e uso dos próprios programas, sugerimos a leitura de um manual de teoria e técnicas de vôo de verdade, encontráveis nos aeroclubes.

Dentre todos os programas aqui vistos, não se pode dizer que este ou aquele é ruim. Todos os esolhidos são bons, neste ou naquele particular. Cada qual tem seu mérito, dependendo dos propósitos que se tem em mente, pois alguns são simples jogos e outros simuladores de vôo quase de fato, com quase todas as características, instrumentos e reações de um avião ou simulador de vôo de verdade, suficientemente complexos para embananar até experientes pilotos.

Um simulador de vôo é internamente uma reprodução fiel da cabine (cockpit) de um determinado avião. Em suas janelas externas estão monitores de vídeo controlados por computador, que vão reproduzir a paisagem. Do lado de fora, aparenta ser uma caixa suspensa por braços mecânicos, amortecedores, fios, cabos, mangueiras, etc..

O efeito obtido nestas máquinas é tão próximo da realidade de um vôo que a FAA (Federal American Aviation), dos Estados Unidos da América, e o DAC (Departamente de Aviação Civil), do Brasil, aceitam horas de vôo em simuladores nos currículos dos pilotos.

Os simuladores de vôo (de verdade) utilizam-se de grandes computadores e são capazes de, a partir de um cockpit, simular todas as condições de um vôo real, inclusive pousos, decolagens e panes com os sons, vibrações, efeitos visuais e sensações de movimentos físicos de um vôo real. As vezes custam mais caro que o próprio avião que simulam, mas oferecem duas grandes vantagens: baixo custo operacional e segurança absoluta de simular as mais diversas situações de emergência e panes.

A simulação de vôo nos micros, evidentemente, não pode incluir todos os recursos de um simulador real, mas aproxima-se muito da realidade, principalmente quanto aos instrumentos de vôo, efeitos e consequências dos comandos e a navegação. O que não oferece mesmo são os movimentos de um avião. Os efeitos visuais e sonoros ficam também limitados à capacidade dos micros deixando algo a desejar.

Nesse comentário, é claro que exigimos um pouco do realismo dos programas, que talvez um não piloto não faça conta. Talvez tenha sido porque o nosso simulador estava instalado bem embaixo da reta final de um importante aeroporto e, por hábito, sempre controlamos o trânsito aéreo local pelo ruído dos aeromotores que passam. De um modo geral, os programas não exploram todos os recursos sonoros dos micros, com raras exceções. Não queremos com isso desencorajá-lo a encarar um vôo no seu micro, muito pelo contrário. Só para você ter uma ideia, se gastarmos umas 30 horas na elaboração destes textos, nos distraímos em mais de outras 100 voando nos diferentes aviões e micros citados.

(OT) Só MSX nesta digitação.

MSX - Boeing 737 - Simulador de Vôo

  • Produtor: Gradiente Eletrônica S/A.
  • Apresentação: Em cassete profissional, em estojo-livro.
  • Manual: Livreto 10x16cm com 35 páginas em português, impresso a cores com ótima apresentação, contendo introdução, características da aeronave, descrição dos comandos, instrumentos e indicadores de vôo, procedimentos práticos de vôo, glossário, etc..

Pela imperfeição de alguns termos técnicos, vê-se que é uma tradução, o que não chega a prejudicar a boa qualidade do material.

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O programa inicia em um menu para você alterar uma série de parâmetros de vôo, como velocidade de estol, vôo noturno ou diurno, lay-out do aeroporto, além de um submenu para ajuste da velocidade e direção dos ventos de superfície e a 200 pés. Você poderá ainda escolher para iniciar na decolagem, na aproximação para o pouso ou não.

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O painel com os instrumentos, na parte inferior, e, a vista externa, é visto na imagem abaixo

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Este simulador possui um bom número de instrumentos, condensados na parte inferior do vídeo, não ocupando muito espaço da tela por serem digitais, mas insuficientes para um completo 737.

Como a ideia de simulador é representar um sistema real, você precisará de noções de vôo e alguma prática para voar este Boeing. Mas, como dizem os veteranos comandantes: estes Boeings voam sozinhos. O seu 737 também está equipado com um moderno ILS (Instrument Landing System), além dos habituais indicadores sonoros e luminosos de advertência de estol e altura, que facilitam o vôo e são típicos de aeronaves deste porte.

Uma das grandes particulariedades deste programa é permitir a alteração da velocidade de estol, além de alterar o layout do aeroporto. Alterando a velocidade de estol, você poderá praticamente simular um outro tipo de avião, mais fácil de operar, ideal para os seus primeiros vôos.

Este programa considera um razoável número de fatores que afetam um vôo, procurando dar um bom realismo, mas, com todo o respeito ao elevado nível do programa, é muito avião para pouco micro.

F-16

  • Reprodução: Micromaq
  • Apresentação: em cassete semiprofissional
  • Manual: não disponível durante a análise.

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Quando carregado, pergunta se é para uma ou duas máquinas e permite selecionar até dez níveis. Para cada nível a mais aparece mais um caça F-16 na tela.

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Este programa é tipicamente um jogo e não um simulador de vôo. O painel de instrumentos é bem rudimentar para um avião, se bem que é a cores, com boa resolução e vários indicadores luminosos, etc.. Uma das telas é vista abaixo.

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Bonus: S-737 Simulador Planecon

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Manual: AdrianPage

Conclusão

Nosso objetivo não foi oferecer a mais completa análise sobre este ou aquele programa, se bem que cada um foi considerado separadamente. Quisemos com isto dar uma visão geral dos diversos programas existentes, oferecendo dados para que você possa optar entre um simulador de fato ou um simples jogo com características de videogame.


Duelo

Artigo Original: Cláudia Eleone Gomes, Digitação: Wilson Pilon

Como todo duelo que se preze, este jogo deve ter dois participantes onde um controla o alienígena da esquerda, de cor azul; e o outro, o da direita, de cor vermelha.

O Jogo inicia quando ambos pressionarem simultaneamente o botão de disparo de seus respectivos joysticks. A partir daí, os alienígenas começarão a se movimentar deixando seus rastros, sendo que mediante os controladores é possível alterar a direção de seus movimentos, de forma que eles possa se mover por toda a tela.

O objetivo do jogo, todavia, é não permitir que o seu alienígena se choque com algum obstáculo - que pode ser outro alienígena -, a moldura da tela ou os rastros deixados pelas suas caminhadas. O perdedor será aquele que primeiro atingir a marca de cinco impactos.

A sua principal função deverá ser, portanto, movimentar o seu alienígena de forma que seu rastro cerque o do seu adversário.

Digitação

Tendo digitado o programa, salve-o em fita cassete com o comando CSAVE "DUELO", e após efetuar esta operação certifique-se do seu resultado digitando CLOAD?. Depois disso, pressione [F5] quando aparecer a mensagem Ok na tela.

Para salvar em disco: SAVE "DUELO.BAS"

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Referência de Listagem
Listagem Única duelo.bas

 


Dicas

Textos em Alta Resolução

Artigo Original: André L.Clínio dos Santos, Digitação: Wilson Pilon

Use esta dica para escrever no modo gráfico (SCREE 2 e 3).

10 OPEN "GRP:" FOR OUTPUT
15 COLOR N
20 PSET (100,40):PRINT #1,"...TEXTO..."

Onde N é a cor desejada para a escrita. Na listagem é apresentado um programa exemplo mostrando os seus recursos.

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Referência de Listagem
Listagem Única texto.bas

Ok Diferente

Artigo Original: João J.M.Gonçalves, Digitação: Wilson Pilon

Modifique a mensagem Ok de seu MSX. RUN 1000 carrega a rotina em linguagem de máquina.

 

Referência de Listagem
Listagem Única ok.bas

Linguagem de Máquina no MSX - II

Artigo Original: Daniel José Burd, Digitação: Wilson Pilon

Na edição anterior tivemos uma amostra do potencial do MSX. A partir de agora, vamos estudá-lo com mais detalhes. Para começar veremos a parte gráfica, especificamente o armazenamento na VRAM.

No mês passado, foi apresentado o doce à criancinha; esta, muito impressionada e quase hipinotizada com sua beleza, ficou a fitá-lo sem poder, no entanto, tocá-lo. Nesta edição, enfim, a criança poderá deliciar-se...

Ao refletir sobre essa introdução, imediatamente me veio à mente a história acima, pois vimos de relance o enorme potencial que possui um micro MSX, porém não foi possível interagir com ele.

A partir deste número vamos dissecar o nosso micro; estudaremos com detalhes cada um de seus membros. Inicialmente, veremos a parte gráfica, isto é, lidaremos com o Miguel Ângelo (lembram-se?).

A Instrução USR do BASIC

A execução de uma rotina em linguagem de máquina é, via de regra, iniciada pela instrução USR do BASIC (veja tabela). Para usá-la, primeiro definimos o endereço inicial da rotina, pro exemplo: DEFUSRn=&HB000 fará com que a instrução USRn(B) execute a rotina situada a partir do endereço &HB000. Lembre-se que B pode ser tanto um número como também uma string e que n deve estar entre 0 e 9.

Uso da instrução USR:

DEFUSR N = X Ex.: DEFUSR 1=&HB000 USR N(B) Ex.: USR 1(30)
N é um número
entre 0 e 9
que identifica
a rotina em
linguagem de
máquina.
X é o endereço de
execução da rotina
em linguagem de
máquina.
N é um número
entre 0 e 9
que indica
qual rotina
deve ser
executada.
B é o parâmetro
a ser passado à
rotina em linguagem
de máquina.
Definição Execução

Além de chamar uma rotina, a instrução USR pode passar parâmetros a essa rotina e também recebê-los de volta. Quando executamos A=USRn(B), o endereço &HF663 conterá um número que nos indicará que tipo de parâmetro B foi enviado. Veja a tabela abaixo:

Conteúdo
de &HF663
Tipo de parâmetro Posição do parâmetro
ou do vetor
Observação
3 string &HF7F8 e &HF7F9 contém o endereço
do vetor da
string
2 numérico inteiro &HF7F8 e &HF7F9  
4 numérico de precisão
simples
&HF7F6 até &HF7F9  
8 numérico de precisão
dupla
&HF7F6 até &HF7F9  

De posse do tipo de parâmetro, poderemos localizá-lo com o auxílio da mesma tabela descrita acima. Por exemplo: USR n(258%) fará &HF663=2. Isto indica que temos um número inteiro armazenado nas posições &HF7F8 e &HF7F9; portanto, &HF7F8=2 e &HF7F9=1, isto é 1*256+2=258.

Para devolvermos valores ao BASIC o processo é o mesmo, porém invertido. Devemos especificar o tipo de parâmetro no endereço &HF663 e, dependendo do tipo, posicionar corretamente na RAM o seu valor de acordo com a tabela. O programa da listagem 4 é um bom exemplo de uso da instrução USR.

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A VRAM (Vídeo RAM)

O MSX possui 16Kb exclusivos para uso de tela. Essa memória está diretamente ligada ao processador de vídeo e não ao Z80 como de costume. Isso significa que para alterarmos ou lermos uma dada posição de VRAM devemos fazê-lo através do VDP (processador de vídeo). Veja figura abaixo:

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Se quizermos, por exemplo, ler a posição 10 da VRAM (a VRAM vai do endereço 0 até o &H3FFF), não podemos dar a instrução LD A, (10), pois essa instrução nos dará o conteúdo do endereço 10 da ROM e não o conteúdo da VRAM. Teremos que acessar a VRAM via VDP e essa comunicação entre VDP e Z80 é feita por intermédio de dois portos: &H98 - porto de dados - e &H99 - porto de comandos.

O procedimento de leitura e escrita na VRAM são muito semelhantes. Devemos, no porto de comandos, especificar o endereço desejado e se estamos efetuando uma leitura ou escrita. No porto de dados, recebemos (no caso de leitura) ou enviamos os dados (no caso de escrita). Observe a tabela abaixo:

Leitura da Posição &H3FFF da VRAM:

OUT (&H99),&HFF Byte menos significativo do endereço                
OUT (&H99),&H3F Byte mais significativo do endereço 7 6 5 4 3 2 1 0
    O bit 6 desse byte indica se estamos
lendo ou escrevendo na VRAM: se
for 0, estamos lendo; se for 1 estamos
escrevendo
0 0 1 1 1 1 1 1
        L
e
i
t
u
r
a
3 F
IN A,(&H98) O acumulador recebe o conteúdo da
posição &H3FFF da VRAM
               

Escrita na Posição &H3FFF da VRAM:

OUT (&H99),&HFF Byte menos significativo do endereço                
OUT (&H99),&H3F Byte mais significativo do endereço 7 6 5 4 3 2 1 0
    Alterado para indicar escrita 0 0 1 1 1 1 1 1
        E
s
c
r
i
t
a
3 F
OUT (&H98),A Coloca o conteúdo do acumulador no
endereço &H3FFF da VRAM
               

Não é muito complicado. Para nossa sorte, essas rotinas de leitura e escrita na VRAM estão prontinhas na ROM. A rotina de escrita WRVRM (Write VRaM) se inicia no endereço &H4D. O par de registradores HL deve conter o endereço a ser escrito, e o acumulador, o conteúdo futuro. Portanto, a rotina WRVRM é análoga a instrução LD (HL), A da ROM. A rotina da VRAM, RDVRM (Read VRaM), tem como entrada o endereço &H4A e é similar á instrução LD A,(HL). Vale a pena disassemblá-las!

A Estrutura da VRAM

Agora já sabemos ler e escrever na VRAM, porém ainda temos que conhecer a sua estrutura interna para podermos utilizá-la bem. Esta estrutura varia de acordo com o screen que estamos usando, no entanto, certas características são comuns a todos. Vamos a elas:

Tabela de Padrões e Tabela de Nomes - a tabela de padrões (ou formas) contém todos os símbolos que podem ser mostrados no vídeo em um dado screen. A figura abaixo mostra como a letra A é guardada nesta tabela e como são armazenados todos os caracteres.

ms 64 vrampadroes

Verifique na tabela abaixo que os screen 0 e 1 só possuem 256 formas diferentes, enquanto o screen 2 existe uma forma diferente para cada posição na tela, isto é, 24*32 formas, o que lhe permite a alta resolução gráfica.

SCREEN Modo Resolução Caracteres
na Tabela
de Padrões
Tamanho
do Caracter
Impresso
Número
de Cores
Número
Caracteres
por Tela
Possui
Sprites?
Tabela
de Cores
Localização
das Tabelas
na VRAM
1 gráfico
1
256x192 256 8x8 16 32x24=768 sim duas para
cada 8
formas
nomes=base(5)
cores=base(6)
padrões=base(7)
2 gráfico
2
256x192 256 8x8 16 32x24=768 sim duas para
cada 8
bits
nomes=base(10)
cores=base(11)
padrões=base(12) 
3 multi-
color
64x48 - 4x4 16 - sim quatro para
cada forma
nomes=base(15)
padrões=base(17) 
0 texto 256x192 256 6x8 2 de 16 40x24=960 não - nomes=base(0)
padrões=base(2) 

Existe também a tabela de nomes na VRAM, a qual é uma representação da tela. Cada byte desta tabela corresponde a uma posição da tela. No screen 0, por exemplo, esta tabela mede 40*24 bytes e nos screen 1 e 2 mede 32*24 bytes. O conteúdo de cada byte da tabela de nomes representa um caracter da tabela de formas, o qual está impresso no vídeo. Examine atentamente a próxima figura para esclarecer o tópico.

ms 64 vramnomes

Para saber em que posição da VRAM se localiza essas tabelas, veja a tabela acima.

Cores no screen 0: As cores nesse modo são três: uma para fundo, uma para letra e outra para borda. Essas cores ficam armazenadas nas posições &HF3E9, &HF3EA e &HF3EB, respectivamente.

Cores no screen 1: Esse modo já possui uma tabela de cores. O primeiro byte desta tabela é responsável pelas cores dos oito primeiros caracteres da tabela de formas; o segundo byte é responsável pelos oito caracteres seguintes da tabela de formas, e assim sucessivamente. Portanto, essa tabela mede 256 (caracteres)/8=32 bytes. Cada byte dessa tabela possui a estrutura mostrada na tabela abaixo. Rode o programa da listagem 1 e procure entendê-lo.

7 6 5 4 3 2 1 0
               
Cor do

plano
Cor do
fundo

Programa Listagem 1:

ms64 0015

Cores no screen 2: A tabela de cores neste modo 'e do mesmo tamanho que sua tabela de forma, sendo o seu primeiro byte responsável pelas cores do primeiro byte da tabela de padrões; o segundo byte responsável pelo segundo, e assim por diante. Como cada byte da tabela de cores armazena, no máximo, duas cores, isto explica a baixa resolução de cores no screen 2, isto é, duas cores para cada oito bits. Modifique as seguintes linhas do programa da listagem 1 e execute-o:

10 screen 2
50 vpoke(base(11)+i),a*16+(16-a)
65 goto 65

ms64 0016

Verifique o fato de uma alteração na tabela de padrões ou na tabela de nomes modificar o desenho na tela. Tente!

Cores no screen 3: Cada uma das 32*24 posições é dividida em quatro quadrados, os quais podem receber cores diferentes, mas não desenhos diferentes. Dessa forma, a tabela de padrões apenas indica as cores dos quadrados, usando para isso dois bytes. Veja a figura abaixo.

ms 64 vramscreen3

Agora digite o programa da listagem 2.

ms64 0017

Já conhecemos as principais tabelas que compõem a VRAM. O que nos falta é estudarmos a organização interna dessas tabelas. Por exemplo, se quisermos saber, onde fica o pronto cujas coordenadas são 150 e 30 do screen 2 na VRAM, é necessário o conhecimento da estrutura interna da tabela de padrões do screen 2.

A Organização das Tabelas no SCREEN 2

A partir da linha (L) e coluna (C), é muito simples achar a posição do ponto na tabela de formas e na tabela de cores. Dividamos a tela em 32 colunas e 24 linhas; cada linha em oito sublinhas (L') e cada coluna em oito subcolunas (C').

Queremos achar o ponto cujas coordenadas são 150 e 30. Observe a figura abaixo:

ms 64 vramposicao

Você concorda com esta notação? Para acharmos a posição deste ponto na tabela de formas basta colocar os seus bits (bits das coordenadas) na ordem da figura abaixo e temos o endereço correspondente.

ms 64 vramposicaoformas

Verifique que a subcoluna não aparece nesse esquema. Por quê? Desta forma a posição 150,30 é data pela próxima figura.

ms 64 vramposicaoformas2

Verifique isso com o auxílio do programa da listagem 3.

ms64 0018 ms64 0021

De posse da posição do ponto na tabela de padrões é muito simples achar a sua posição na tabela de cores. Basta setar o bit 5 do byte mais significativo do endereço e pronto! (Você saberia explicar por que isso funciona dessa forma?). No nosso caso, as cores responsáveis pela posição 150,30 estão na posição mostrada pela seguinte figura:

ms 64 vramposicaocores

A seguir, apresento duas rotinas muito úteis: a INC Y, que calcula o endereço do byte no qual está o ponto imediatamente abaixo do byte apontado pelo par de registradores HL, e a INC X, que calcula o próximo endereço à direita do ponto apontado por HL. Todos esses endereços são relativos à tabela de padrões. Procure entender essas rotinas: elas se mostrarão muito úteis na programação de animação em geral. (veja figura abaixo)

ms 64 vramincxincy

Tente fazer com a INC Y um traço vertical na tela e com a INC X um horizontal (lembre-se que essas rotinas foram feitas para o screen 2).

Enfim, a criança pôde deliciar-se...

(OT) Eu procuro deixar os artigos na forma original (mesmo com alguns erros toscos), mas corrigi alguns erros deste em particular. Outro item importante é que não pode-se assumir &H98 e &H99 como portos absolutos de I/O do VDP. Por fim, o artigo menciona as rotinas INC X e INC Y que não estão presentes.

Referência de Listagem
Listagem 1 cores.bas 
Listagem 2 multcr.bas
Listagem 3 posit.bas
Listagem 4 ponto.bas

Livros

Artigo Original: Revista Micro Sistemas, Digitação: Wilson Pilon

Programando Z-80

ms 64 livroz80

Editora Ciência Moderna Computação, Oliveira, N.A.R. e Rubens, A.G.

Este livro é escrito de forma didática, com o objetivo de ensinar como programar o microprocessador Z80 a estudantes, profissionais e autodidatas da área de informática.

Conforme são apresentadas no livro as instruções do Z80, aparecem também exemplos de programas que vão se tornando cada vez mais complexos. Isto permite que o leitor desenvolva, desde o estudo das primeiras instruções, programas em Assembly.

Entre os capítulos apresentados estão: A arquitetura do Z80; Os bits de condição e as operações aritméticas; Modos de endereços; A linguagem Assembly; Intruções de transferências de 8 e 16 bits; Instruções de permuta; Instruções de deslocamento; Instruções de mudança de sequência; Instruções de chamada de sub-rotina e de retorno; e Instruções de entrada e saída.

MSX Prática e Domínio

ms 64 livrozMSX

Editora Atlas.

Dirigido ao novo usuário de micros do padrão MSX, este livro visa familiarizá-lo com a máquina, fornecendo noções fundamentais para o seu entendimento e domínio. O livro contém informações sobre comandos, instruções e funções do MSX BASIC, servindo como um complemento ao manual do fabricante.

No decorrer da obra são apresentados programas explicativos ou comentados, com o objetivo de servir como exemplo de aplicação. No capítulo 15, o autor dá um tratamento mais profundo ao tema processamento de arquivos e fornece alguns aplicativos que podem ter utilidades práticas ao usuário. Nas páginas finais, são abordados assuntos como linguagem de máquina; modo gráfico; e efeitos sonoros no MSX.


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