Micro Sistemas 59

Neste número, artigo sobre detecção e correção de bugs, artigo sobre os micros da Mephisto para jogos de xadrez, Impressão de Telas Gráficas no MSX, jogo Missão Estelar, artigo sobre Projeto de Adventures, análise de gravadores, dicas.

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Editorial

Artigo Original: Alda Campos, Digitação: Wilson Pilon

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A capa desta edição certamente deve ter chamado a atenção de muita gente, aí por essas bancas da vida... Ocorre sempre que vemos este tipo de fantasia estapada em capas, outdoors ou anúnicos de revistas. Tal linguagem lúdica tem sido frequentemente usada para retratar - e vender - jogos do tipo adventures, bastante famosos nos mercados norte-americano e europeu, embor o mesmo não se possa dizer daqui do Brasil, onde é apreciado por um número ainda restrito de usuários. Talvez isto se dê por ser bem complicado, neste caso, utilizar programas estrangeiros, pois sendo um tipo de jogo que depende da intereção entre o jogados e a máquina - expressa através de ordens via teclado - e não simplesmente da ação, que é universal, o uso desses jogos esbarra no problema da língua.

No Brasil, a produção comercial de adventures até aqui foi praticamente nula, porém aos interessados vai uma sugestão: por que não escrever seu próprio adventure? Apesar de que para os autores não seria difícil achar as soluções e atingir os objetivos do jogo, no mínimo os amigos iriam gostar. Aqueles que se lançarem nesta aventura de programação encontrarão de cara duas facilidades: primeiramente, desde que a estrutura de programação seja eficiente, não há mal em desenvolver seu jogo em BASIC, sendo aqui o fator velocidade de importância secundária, o que não acontece nos jogos de ação. A outra "ajuda" é que os autores costumam se basear em livros publicados e de reconhecido sucesso, como ocorre ao famoso "Lord of the Rings" e aos best-sellers da Melbourne House "The Hobbit" e "Sherlock", este último baseado no clássico de Conan Doyle.

E se o problema são clássicos, a literatura brasileira poderá suprir os candidatos com idéias excelentes e originais. Na verdade, originalidade é a palavra-chave para quem pretende desenvolver um adventure. Geralmente os jogos apóiam-se em elementos bem previsíveis, como cavaleiros solitários, dragões, princesas, castelos, florestas e terras místicas. Procurar fugir dessas fórmulas padronizadas pode levar ao desenvolvimento de um adventure novo, original e surpreendente, característica importante nesta categoria de jogos. Portanto, está lançado o desafio para os autores nacionais: escrevam seus adventures e, se chegarem a resultados interessantes, enviem os programas para que MICRO SISTEMAS publique e, assim, muitos possam curtir a sua criação.